Corresponde a última semana de Daniel (70a. semana), ou seja, um período de 7 anos. É dividido em 2 períodos de 3 anos e meio, sendo o primeiro chamado de Tribulação. E o segundo chamado de Grande Tribulação (maiores guerras e sofrimentos piores), mas também o período todo é chamado de Grande Tribulação. Outros nomes que a Bíblia descreve a 70a. semana de Daniel:
-O dia da vingança de nosso Deus
-O tempo da angústia de Jacó
-O dia de trevas
-O dia do Senhor
-Aquele dia
-O grande dia
-Dia da ira
-Ira Vindoura
ACONTECIMENTOS:
-Surgimento do anticristo e do falso profeta no mundo
-aliança de 7 anos do anticristo com israel
-os juízos do céu sob os sete selos de ap.6
-as duas testemunhas e sua missão nos 3 ½ anos
-144.000 judeus salvos em israel
-o anticristo no bloco de 10 nações
-o bloco de nações do norte
-gogue e magogue
-a falsa igreja mundial
-a pregação do evangelho do reino
-gogue e magogue invadem israel
-o anticristo romperá a sua aliança com israel
-igreja falsa mundial destruida pelo anticristo
-os judeus serão martirizados
-juízos sobre a terra sobre as sete trombetas
-israelitas fieis fugirão para os montes
-juízos sobre a terra sob as sete taças
-a quase destruição de israel (armagedom)
-a volta de jesus em glória
-eventos geofísicos
-julgamento das nações viventes
-derrota do anticristo e do falso profeta
-o remanescente judaico
-satanás aprisionado
-Israel na Grande Tribulação
-O Anticristo e sua perseguição à Israel por 3 anos e meio (na segunda metade):
DANIEL 7.24-25
Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. 25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.
APOCALIPSE 11.2-3
Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
MATEUS 24:15
Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda),
II TESSALONICENSES 2:3-42
que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto.3 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição,4 aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.
As nações cercarão os Judeus na guerra do Armagedom: APOCALIPSE 16.16.E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.
NOSSO CALENDÁRIO
Nosso calendário conhecido como Gregoriano. Com a ajuda do astrônomo Sosígenes, Júlio Cesar introduziu um ano médio de 365,25 dias: um ciclo de 3 anos de 365 dias e um de 366 (bissexto). Mas tinha uma diferença de 3 dias de 400 em 400 anos, para resolver o problema, o Papa Gregório XIII seguindo um conselho de sábios, propôs em 1582 suprir 3 anos bissextos de 400 em 400 anos. Logo o ano tem: 365,2421 dias (0,2421 corrigido pelo ano bissexto menos 3 dias de 400 em 400 anos)
CALENDÁRIO BÍBLICO OU PROFÉTICO
mês=30 dias ano=360 dias
O ano bíblico ou profético tem uma duração de 360 dias, pois
em Gênesis 7.11 e 8.4 temos "cinco meses" (tempo do dilúvio),
e em Gênesis 7.24 e 8.3 a sua quantidade em dias = 150 dias,
logo cada mês tem 30 dias.
Portanto o ano bíblico ou profético tem 12 X 30 = 360 dias.
Em Apocalipse 12.6 e 13.5 a expressão 1260 dias equivale
exatamente 42 meses (42 x 30 =1260) ou seja 3 1/2 anos.
AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
As 70 semanas de Daniel são semanas de anos e não de dias.
Total de anos: 70 x 7 = 490 anos (no calendário bíblico ou profético) com um total de 176.400 dias
Calculando o número de anos de nosso calendário: número de dias/365,2421 176.400/365,2421 = 483 anos
Semanas que já se cumpriram: 69 (ano bíblico ou profético)
Quantidade de anos das 69 semanas: 69 x 7 = 483 anos (bíblico)
Quantidade de dias das 69 semanas: 483 x 360 = 173880
Calculando o número de anos de nosso calendário 173880 dias/365,2421 = 476 anos
Início das 69 semanas:Ne 2:1
No mês de nisã, no ano vigésimos do rei Artaxerxes ~março de 445 a.C.
Calculando o final das 69 semanas:
março de 445 a.C. + 476 anos ~ março de 32 d.C.
Data em que Jesus entra em Jerusalém e é aclamado com Rei Lu 19:28-42
A semana que falta para se cumprir: a 70.a semana (a última)
Quantidade de anos da 70.a semana: 7 x 1 = 7 anos (bíblico ou profético)
Quantidade de dias da 70.a semana: 7 x 360 = 2520 dias (divididos em dois períodos de 1260 dias ou 42 meses) veja em:Ap 11:2-3
É um período conhecido como a Grande Tribulação
Pela bíblia sabemos a duração, mas não a data da volta de Jesus.
Final da 70. semana: Mt 25.13 Volta de Jesus.
COMO EXPLICAR AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
"Como se explicam as setenta semanas de Daniel?"
A expressão correspondente no original, significa "setenta setes". Como a mensagem do capítulo nove de Daniel abrange um longo espaço de tempo, entende-se que cada uma dessas semanas mencionadas pelo anjo representa sete anos. A Bíblia usa linguagem semelhante em Levítico 25.8, onde a tradução é feita literalmente como "semanas de anos". Em Ezequiel 4.5,6 ocorre o mesmo fato, já que estes versículos tratam também de anos e utilizam o mesmo método simbólico. Portanto, as setenta semanas de Daniel compreendem 490 anos, ou seja, setenta vezes sete anos assim explicados, segundo as opiniões mais abalizadas: v.25 - "Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, sete semanas e sessenta e duas semanas". Esta ordem foi dada por Artaxerxes em cerca de 445 a. C. (leia Neemias 2), sendo que as primeiras sete semanas correspondem aos 49 anos gastos na reedificação da cidade. As sessenta e duas semanas seguintes compreendem 434 anos que, somados aos 49 anteriores, totalizam 483 anos: v. 26 - "E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Assim sendo, estes 483 anos culminam com a crucificação de Cristo. O povo aqui mencionado são os romanos, que dominavam o mundo contemporâneo de Jesus, e foram os responsáveis pela destruição de Jerusalém e do Templo, no ano 70 d.C. Cumprindo-se neste último caso as palavras do Mestre: "Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada", Mt 24.2. "O príncipe que há de vir" é uma referência direta ao Anticristo, por diversas vezes aludido em outras passagens bíblicas, o qual se manifestará no fim dos tempos. V. 27 - "E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre as asas das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador". Neste versículo, chegamos à última fase da mensagem profética, isto é, a septuagésima semana que começará após o arrebatamento da Igreja e o retorno geral dos judeus à Palestina, conforme se observa no versículo 26. Convém salientar que este último fato já está ocorrendo. Na ocasião, o Anticristo fará uma aliança por sete anos com Israel, e estabelecerá um governo mundial com base no seguimento do antigo império romano, sob a forma de uma confederação de dez nações: Dn 2.42,43; 7.7,8. Porém, na metade da semana, ou seja, após três anos e meio, ele quebrará o concerto, dando início à Grande Tribulação propriamente dita. "O príncipe que há de vir" então tripudiará sobre o povo israelita "até a consumação" da semana profética e, finalmente, "o que está determinado será derramado sobre o assolador": Cristo se manifestará, segundo o relato de Apocalipse 19, e começará uma era de paz sobre a terra, conhecida como o Milênio.
A GRANDE TRIBULAÇÃO
Logo que a Igreja for tirada da terra, o mundo mergulhará num caos nunca visto até então. Será num clima assim que se levantará um líder com grande capacidade para “resolver” todos os problemas. Esse líder é o Anticristo. Acerca disso, Cristo disse: “Eu vim em nome de meu Pai e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente o recebereis”, Jo 5.43.
A Grande Tribulação (GT) será um tempo de sete anos, que corresponde a última semana de Daniel (septuagésima semana), quando o Anticristo fará uma aliança por sete anos com muitos, Dn 9.27. A GT será dividida em dois períodos der três anos e meio cada.
O PRIMEIRO PERÍODO é chamado de o “principio das dores”, Mt 24.3-14, sendo também conhecido por uma pequena grande tribulação. Nesse período da GT surgirão muitos enganadores, o Anticristo será revelado promovendo uma falsa prosperidade e uma falsa paz; o terceiro templo será construído; os judeus restabelecerão os sacrifícios; o evangelho será universalmente pregado, Mt 24.14, e haverá uma turba de salvos, Ap 1.9.14.
O SEGUNDO PERÍODO, Mt 24.15-28, é chamado de A GRANDE TRIBULAÇÃO, será a época mais negra da terra. Durante 42 meses, Ap 13.5, o Anticristo exercerá seu domínio absoluto sobre a terra. O sofrimento se estenderá pelo mundo inteiro, sendo ainda muito maior para Israel.
Esse terrível período começa com a profanação do Templo, quando a imagem da besta for colocada ali, Dn 12.11. Nessa hora o Anticristo vai ordenar a matança de todos os judeus. O Senhor Jesus adverte o povo judeu, Mt 24.16-18.
1. O Anticristo (1ª Besta)
Esta será a primeira besta que emerge do mar, o verdadeiro anticristo que em breve será revelado. O Anticristo será um homem personificando o Diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus, Dn 11.36,37. Será uma personagem de uma habilidade e capacidade desconhecida até hoje. Será o maior líder de toda a história. Sua sabedoria e capacidade serão diabolicamente sobrenaturais. Além da ação diabólica, outros fatores contribuirão para a implantação do reino do Anticristo, como: poderio bélico, alta tecnologia e poder econômico. Será um grande pregador e influenciará decididamente as massas com seus discursos e escritos, Ap 13.5. A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a besta, Ap 13.3. O Anticristo é chamado em 2 Tessalonicenses 2.8 de “Anomos” (Gr.), isto é: homem do pecado, o homem sem lei, o iníquo, o homem da desordem, o subversivo, o transgressor.
2. O Falso Profeta (2ª Besta)
O Falso Profeta exerce toda a autoridade da primeira besta, fazendo com que a terra e os seus habitantes adoram o Anticristo. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, diante dos homens. Com estes sinais, seduz os habitantes da terra e manda que façam uma imagem ao Anticristo, a imagem recebe fôlego para falar e fazer morrer todos quantos não adorem a besta, Ap 13.12-15.
TRINDADE SATÂNICA
Dragão (Satanás) é o anti-deus
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Besta que emerge do mar é o anti-cristo
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Besta que emerge da terra é o anti-espírito santo
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A besta e o nº 666
A besta que saiu da terra, também é chamado de “falso profeta”, veja o que mais a Bíblia fala a respeito dela:
Ap 13.11, “possuía dois chifres”. A segunda besta, descrita como cordeiro, indica o seu caráter religioso, o que é confirmado pelo seu titulo “falso profeta”, mas profeta de que? Só pode ser de uma falsa religião.
Os versículos 12 e 13 mostram que haverá muita religiosidade naqueles dias e será um período de muitos milagres. O falso profeta será, pois, um super líder religioso que fomentará uma religião universal em torno da primeira besta, o Anticristo.
- A imagem da besta falará?
- Sim, falará como atualmente os demônios falam através dos médiuns espíritas, ou será através da tecnologia, Ap 13.15.
Quatro coisas são ditas no capitulo 13:
a) Sua marca
b) Seu nome
c) Seu número
d) Sua imagem
4. A marca da besta
A marca da besta será obrigatória durante a GT. Ninguém poderá comprar ou vender se não tiver a marca na mão ou na testa.
O número 6 representa o homem imperfeito. O número 666 representa a imperfeição no mais alto grau. Representa a força total do mal através da trindade satânica. Esses três se unirão com um só pensamento na prática do mal sobre a terra, porque são espíritos de demônios, Ap 16.13,14.
A MANIFESTAÇÃO DE CRISTO EM GLÓRIA
A MANIFESTAÇÃO DE CRISTO EM GLÓRIA
Terminados os sete anos da GT, o Senhor Jesus virá nas nuvens, e todo olho o verá, Ap 1.7. Os judeus o verão, At 1.11, até aqueles que o mataram, Zc 12.10.
No livro de Isaías há capítulos tratando da manifestação de Cristo em sua glória e majestade. À Daniel, igualmente, foram revelados muitos detalhes a respeito do mesmo evento. Leia Daniel 7.13,14.
A manifestação de Cristo em glória terá duplo significado, a saber:
a) Revelar-se-á a Israel como Messias, salvando-o de terrível destruição sob os exércitos comandados pelo Anticristo;
b) Revelar ao mundo a Igreja antes desprezada pelos homens, hoje, porém, glorificada.
Ele descerá com os seus pés sobre o Monte das Oliveiras (no mesmo monte de onde subiu ao céu há dois mil anos). O Monte das Oliveiras será fendido pelo meio, metade deste apartará para o norte e a outra metade para o sul, Zc 14.4.
Todos os santos (isto é, a Igreja que foi arrebatada) e todos os anjos virão com Ele naquele glorioso dia, I Ts 3.13; Mt 25.31. Ele virá para julgar e restaurar Israel e simultaneamente também julgar as nações.
A BATALHA DO ARMAGEDOM
O Armagedom será o palco onde o Anticristo, o falso profeta e seus exércitos serão derrotados na vinda do Senhor Jesus em glória, no final dos sete anos de tribulação.
O nome Armagedom aparece só uma vez na Bíblia, em Ap 16.16, e significa “o Monte de Megido”. Trata-se de um pequeno monte localizado ao norte da Palestina. Desse pequeno monte se descortina o Vale de Megido que tem 22 Km de largura por 32 Km de comprimento, onde se concentrarão os exércitos do mundo inteiro para a última Guerra Mundial. Naturalmente essa área será muito pequena para conter milhões de homens envolvidos na batalha. Ela será apenas o ponto central de uma concentração, pois os exércitos deverão ocupar centenas de quilômetros.
O objetivo principal de satanás não é apenas destruir Israel, mas impedir a volta de Cristo, Ap 16.13,14,16.
Nessa ocasião, Israel passará pelo maior aperto de toda a sua história; cercado por todos os lados pelos exércitos do mundo inteiro, a única saída é olhar para cima e clamar por socorro ao Senhor. É exatamente nesse momento que o Senhor Jesus estará descendo com seus exércitos celestiais e dará o livramento a Israel.
Com a vitória de Cristo, satanás será preso por mil anos no abismo, Ap 20.2,3. O Anticristo e o falso profeta serão lançados no lago de fogo, Ap 19.20. Os reis da terra e seus exércitos serão mortos, Ap 19.21.
Convém salientar que provavelmente as nações que procedem d’além do Eufrates se ajuntem para guerrear contra o exercito do anticristo por motivos religiosos.
O JULGAMENTO DAS NAÇÕES, Mt 24.29,30
Neste julgamento, que se dará durante a batalha do Armagedom e quando o Senhor Jesus vier com a sua Igreja e seus anjos, serão separados os judeus e os gentios não salvos (ovelhas/bodes), Mt 25.33. Ele destruíra os bodes com a sua espada, Ap 19.19-21. Os reis da terra e seus exércitos são os bodes referidos em Mates 25.33. O julgamento ocorre nesse momento, quando os gentios não salvos forem lançados pro Jesus para serem pisados no lagar, Ap 14.20.
O termo “pisar o lagar” expressa o sentido de pisar com os pés o fruto (geralmente a uva), para se obter o vinho. É usado nas Escrituras como um termo simbólico e profético, referindo-se à batalha do Armagedom.
Isaías profetizou a respeito desse grande dia, que o próprio Jesus pisou o lagar onde estão os povos, e os esmagou na sua ira, Is 63.3-6.
Conforme Apocalipse 14.20, pisando o lagar, o resultado será uma torrente de sangue com 1.600 estádios (um estádio, segundo o Dicionário Bíblico, tem 185 metros). Isto representa um rio de sangue com 296 km de comprimento, por 1,20 m de altura (altura de um freio de cavalo).
A PRISÃO DE SATANÁS
Com toda a autoridade, Cristo dará ordem a um de seus anjos para que prenda ao diabo no poço do abismo por mil anos. Agora ele é impedido de atormentar, Ap 20.3. O “abismo” (poço sem fundo) era a prisão dos piores demônios, Lc 8.31.
Vale ressaltar que o “abismo” não é o “lago de fogo”, que será o destino final do diabo.
O MILÊNIO
Com a manifestação de Cristo em glória, dar-se-á o livramento de Israel, e o estabelecimento do reino de Cristo sobre a terra por um período de mil anos, Is 65.18-22.
Naqueles dias já não haverá inimizades entre os homens. O progresso e a ciência atingirão os fins a que se propuseram. Fronteiras já não existirão como obstáculos à penetração de estrangeiros. As casas já não precisarão de fechaduras e cadeados; moléstias tais como o câncer e a lepra já não ceifarão vidas nas proporções que hoje conhecemos. Não haverá mortandade entre as crianças. As nações não precisarão mais de exércitos armados para proteger as suas fronteiras.
A paz que será gozada pelos habitantes da terra durante aquele tempo, deve-se principalmente não pelo fato de satanás esta preso, mas ao fato de Cristo mesmo, o Príncipe da Paz, ser o governante supremo da terra durante aqueles mil anos. A sede do governo será em Jerusalém, Is 2.2-4.
Esta dispensação será a resposta para as milhares de orações: “Venha o Teu Reino”, Mt 6.10
É digno de nota que nesse tempo também ocorrerá a libertação de toda a criação, Rm 8.19-23, e ainda as condições de vida na terra serão outras durante o milênio, Is 11.6-8.
- Quem participará do Milênio?
a) A Igreja;
b) Os judeus sobreviventes da GT;
c) As nações aliadas.
A SOLTURA DE SATANÁS
No final do milênio, diz a Bíblia que o diabo será solto “por um pouco de tempo”, Ap 20.3,7, para tentar as nações do reino de Cristo, Ap 20.8,9. Ele fará sua última investida contra os santos em Jerusalém. Para isso, ele seduzirá as nações desobedientes ao Senhor, a fim de reuni-las para a peleja. Ele ajuntará as nações contra a cidade amada, Jerusalém, e quando estiverem cercando o arraial dos santos, então descerá fogo do céu e os destruirá, Ap 20.7-9. Essa será a última batalha de satanás contra o povo de Deus. Nessa ocasião ele será definitivamente derrotado e lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, Ap 20.7-10.
O JUÍZO FINAL
Logo após a definitiva derrota de satanás, dar-se-á o juízo do grande trono branco, descrito em Apocalipse 20.11-15.
Todos os ímpios mortos, grandes e pequenos, desde Caim até então, todos os sobreviventes do milênio.
Os discípulos de Jesus, Lc 22.30, e até mesmo a Igreja inteira, I Co 6.2,3, colaboram com Cristo neste Julgamento.
Como será o Juízo Final?
Como será o Juízo Final?
No juízo final o julgamento será completo. Todas as pessoas, de todas as eras estarão ali. Todas as obras e motivos serão recordados. É o dia de que falou Paulo em Romanos 2.16, em que Deus julgará os segredos dos homens. Só o pensar nisso deve levar-nos a reflexões sérias:
1. A certeza desse julgamento Deus já deu, At 17.31;
2. Nesse julgamento, os ímpios falecidos de todas as épocas estarão ressuscitados, isto é, com corpos literais, Mt 10.28. Este julgamento é para a aplicação de sentença apenas, pois o pecador já esta condenado quando não crer no Filho de Deus, Jo 3.18.
3. O julgamento será de acordo com as obras, portanto, haverá diferentes graus de castigo (isto significa que quanto maior o pecador, maior será o sofrimento, apesar de estarem no mesmo lugar, Deus é justo para dar a cada um o que merece), Mt 11.22,24; Lc 12.47,48; Ap 20.12.
4. Deus sendo perfeito em justiça como é, terá uma lei para julgar os que pecaram sem lei, Rm 2.12.
5. Quanto aos que morreram sem conhecer o Evangelho, deixaremos com Deus, o Juiz de toda a terra, Gn 18.25, saberá fazer justiça, pois somente Ele tem o direito de julgar os mortos, At 10.42; Rm 14.9.
O Senhor Jesus será o Supremo Juiz que se assentará no Grande Trono Branco. Todos os ímpios ressuscitaram e serão trazidos um a um perante Ele. Os livros serão abertos e os mortos serão julgados segundo as suas obras.
O ESTADO ETERNO E PERFEITO DE TODAS AS COISAS
Agora haverá um novo começo. Uma nova ordem universal. Como o estudo dos capítulos 21 e 22 de Apocalipse, chegamos ao fim do tempo e ao retorno para a eternidade. Deus agora estabelecerá um novo céu, uma nova terra e uma nova cidade, a Nova Jerusalém, Ap 21.
“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”, Ap 21.1
“Passaram”, é no original “parechomai”, e significa “passar de um estado para outro”. Não significa “aniquilação”. Partindo desse significado, podemos entender que a terra voltará ao estado de perfeição original, como era antes da entrada do pecado.
É comum recorrer-se à simbologia com o intuito de afirmar que a Igreja não enfrentará a Grande Tribulação. Afirmase que Enoque foi arrebatado antes do dilúvio; que as águas do Mar Vermelho só caíram sobre os egípcios depois que Israel passou; que Elias subiu num redemoinho antes do cativeiro; que a Igreja é a luz do mundo, e, quando for tirada, se instalará um período de trevas; que ela é também coluna e firmeza da verdade, e, ao ser arrebatada, o mundo virá abaixo, etc. No entanto, tais exemplos apenas ilustram e reforçam uma verdade que está revelada claramente nas páginas sagradas.
Os teólogos pós-tribulacionistas e mesotribulacionistas têm as suas razões pessoais para não crer no rapto dos salvos antes da Grande Tribulação. Contudo, é bom não irmos além do que está escrito (1 Co 4.6) nem nos movermos facilmente de nossas convicções quanto ao nosso livramento da ira futura, por ocasião da vinda de Jesus (2 Ts 2.2-9). Os primeiros afirmam que Jesus virá após a Grande Tribulação; e os mídi-tribulacionistas (ou mesotribulacionistas) asseveram que o advento de Cristo se dará no meio desse tempo de angústia.
A escola de interpretação que honra as Escrituras é o prétribulacionismo, pois não há dúvidas de que a Igreja será arrebatada antes desse período de trevas. A Palavra de Deus nos exorta a "esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura" (1 Ts 1.10). E Jesus disse: "Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem" (Lc 21.36, ARA).
Note: escapar, e não participar, atravessar, etc.
Em Apocalipse 3.10, Jesus fez uma promessa à igreja de Filadélfia: "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra". Contudo, essa mensagem não é apenas para uma igreja local, haja vista o que está escrito nos versículos 13 e 22 do mesmo capítulo: "Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas".
Conquanto Filadélfia estivesse passando por tribulações, naqueles dias, os salvos daquela igreja não passaram pela "hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo" — todos os mortos em Cristo têm a garantia de que não passarão pela Grande Tribulação, uma vez que ressuscitarão e serão tirados da Terra antes dela.
Todas as mensagens de Jesus registradas em Apocalipse às igrejas da Ásia possuem mandamentos e exemplos para nós, hoje, quanto: à manutenção do amor e da fidelidade (2.4,10), às falsas profecias (2.20-22), ao perigo de Jesus estar do lado de fora (3.20), etc. Nesse caso, a promessa de livramento da hora da tentação em apreço é extensiva a todos os salvos — "há de vir sobre todo o mundo" —, assim como o que está registrado no versículo 11: "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa".
Antes de o Cordeiro de Deus desatar o primeiro selo, dando início a uma série de juízos contra a Terra (Ap 6), João viu os 24 anciãos diante de Deus, no Céu (Ap 4-5). E estes representam a totalidade da Igreja: as doze tribos de Israel e os doze apóstolos de Cristo. Isso prova que, desde o início da Grande Tribulação na Terra, os salvos estarão no Céu. Glória ao Cordeiro, pois estaremos com Ele nesse período de trevas e aflições.
Em Apocalipse 13.15, está escrito que serão mortos todos os que não adorarem a imagem do Anticristo. Se este fará guerra aos santos, a fim de vencê-los (v. 4), quantos destes seriam arrebatados durante ou depois do período tribulacionista? Como vimos acima, tais santos mortos pela Besta são os mártires da Grande Tribulação, e não a Igreja, que já terá sido arrebatada.
A Palavra de Deus diz que a Noiva de Cristo estará no Céu durante esse período, e que voltará com Ele para pôr termo ao império do mal: "vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. (...) E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro" (Ap 19.7-14).
Em suas cartas aos tessalonicenses, a ênfase de Paulo é o Arrebatamento. Ao mencionar este glorioso evento pela primeira vez, ele deixou claro que Jesus nos livrará da ira vindoura (1 Ts 1.10). E isso é confirmado ainda na primeira epístola: "quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição (...) e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão" (5.3,4).
Observe, no texto acima: são os que estão em trevas que não escaparão da destruição. Os filhos da luz (5.5) já terão sido arrebatados (4.16-18). Por isso, mais adiante, Paulo reafirma o que dissera no primeiro capítulo (v. 10): "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo" (5.9).
A passagem de 2 Tessalonicenses 2.6-8 é de difícil interpretação, e não convém fazer especulações sobre o que não está revelado claramente. Mas vemos nela a reiteração de que a Igreja não estará sob o domínio do Anticristo: "E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda".
Se o mistério da injustiça opera, por que o Iníquo ainda não se manifestou? O que o detém? Quem o resiste? Quem será tirado da Terra, para que ele tenha total liberdade até à esplendorosa vinda de Cristo? A única revelação que temos, retratada pelo próprio apóstolo Paulo, é que o povo de Deus será tirado da Terra, no aparecimento de Jesus Cristo (Tt 2.13,14; 1 Ts 4.17). E, se é depois disso que será revelado o Anticristo, então estamos diante de mais uma prova de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação!
AS SETES TROMBETAS DO APOCALIPSE
A PRIMEIRA TROMBETA (APOCALIPSE 8.7)
A terça parte da terra é queimada por saraiva e fogomisturado com sangue, onde a terça parte de toda erva verde e vegetais é queimada, plantas, o alimento do homem e dos animais no campos será queimado sua terça parte.
A SEGUNDA TROMBETA (APOCALIPSE 8.8)
Um grande meteorocai sobre o mar ardendo em fogo tornando em sanguea terça parte do mar, matando assim a terça parte dos peixes do mar, e destruindo a terça parte dos navios, submarinos, etc.
A TERCEIRA TROMBETA (APOCALIPSE 8:10)
Novamente a terra é atingida por um corpo celeste ardendo em fogo, isto mostra um descontrole no universo inteiro, neste versículo a terça parte das águas dos rios e sobre as fontes das águas, tornando em absintoa terça parte das águas do planeta matando assim muitos homens.
A QUARTA TROMBETA (APOCALIPSE 8.12)
Uma enorme escuridão toma conta da terra, onde a terça parte do sol, da lua e das estrelas não dão a sua luz, um eclipse jamais visto em toda a história da humanidade.
A QUINTA TROMBETA (APOCALIPSE 9.1)
Uma estrela caí sobre a terra, e aparece uma nuvem de demônios que estão presos no poço do abismo. Eles são como gafanhotos destruindo tudo e perturbando a humanidade por cinco meses.
A SEXTA TROMBETA (APOCALIPSE 9.13)
É visto um anjo soltar quatro anjosque estão presos junto a Rio Eufrates, estes demônios irão comandar um exercito de duzentos milhões de demônios, ou seja cada demônio irá liderar cinquenta milhões de demônios, uma verdadeira cavalaria infernal para atormentar os moradores da terra.
A SÉTIMA TROMBETA (APOCALIPSE 11.15)
Os vinte e quatro anciãos adoram a Cristo no céu por ter chegado a hora da vingança contra aqueles que tanto mal fizeram contra os profetas, apóstolos e a igreja de Cristo, este parece ser o momento em que Cristo irá dar o galardão a todos que venceram , a recompensa aos profetas, aos servos de Cristo, e aos santos que temeram ao Deus vivo.
AS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS
A PRIMEIRA TAÇA (APOCALIPSE 16.1 E 2)
Em Apocalipse 16 é ordenado a sete anjos que derramem sobre a terra as sete taças que contêm a ira de Deus, a partir deste momento, a terra que já esta sendo bombardeada por tanto mal, agora recebe a ira de Deus que vem sobre todos, no caso das sete trombetas, os males eram limitado, visto que afetaram apenas a terça parte das arvores, erva verde, do mar, dos rios e fontes das águas, do sol, da lua e das estrelas Apocalipse 8: 7 a 12, porém agora além de tirar o alimento dos homens, a ira de Deus toca no corpo do Homem, que recebe doenças, chaga mortal, feridas terríveis.
Quando o primeiro anjo derrama a sua taça sobre a terra, aparece uma doença feia e dolorosa sobre todos os que tem o sinal da besta.
O segundo anjo derrama a sua taça sobre o mar, que se torna em sangue.
A TERCEIRA TAÇA (APOCALIPSE 16.4 A 7)
Os rios e a fonte das águas se tornam em sangue,e aqui se torna claro o porque de Deus estar derramando sua ira sobre os homens, os pecadores que derramaram o sangue de profetas, apóstolos, difamaram pastores e missionários, mataram os crentes da igreja primitiva, os colocando nas arenas com bestas feras, para lhes servir de divertimento, derramaram o sangue de tantos inocentes, agora Deus lhes dá o sangue para beberem.
A QUARTA TAÇA (APOCALIPSE 16.8)
O sol é atingidopela ira de Deus, agora o sol é aquecido além do normal, o calor vai atingir a população da terra, e com isso as geleiras do Pólo Norte e da Antártida irão derreter e com isto o nível do mar aumentará.
O buraco na camada do ozônio já estará muito maior do que hoje e com isso muitos males atacarão a humanidade, além do calor insuportável que abrasará, queimará a pele dos homens, que mesmo passando por grandes males, não irão se arrepender do mal que fizeram.
A QUINTA TAÇA (APOCALIPSE 16.10-11)
A ira de Deus é derramado sobre o trono da besta, e seu reino se torna em escuridão e grandes trevas, trazendo muita dor aos homens, a ponto de morderem sua línguas de tanta dor.
A SEXTA TAÇA (APOCALIPSE 16.12 A 15)
A Sexta taça é derramada sobre o rio Eufrates, neste Rio foram presos quatro demônios Apocalipse 9.14, o Rio Eufrates secou, para que se preparasse o caminho dos Reis do Oriente, nestes acontecimentos, espíritos imundos parecidos com rãs, enviados pela besta e falso profeta, começam a perturbar os reis da terra, os presidentes, ministros, líderes governamentais de todos os países para levá-los a uma guerra mundial contra o povo Judeu.
A SÉTIMA TAÇA (APOCALIPSE 16:17 A 21)
Esta é a última das sete taças da ira de Deus, uma voz se houve no céu " Esta feito " isto demonstra a vitória de Deus sobre o pecado, enfim toda injustiça acabará, muitas vozes são ouvidas no céu, relâmpagos e trovões, e um grande TERREMOTO acontece aqui na terra como nunca ocorreu desde que há homens sobre a terra.
O Versículo 20 mostra a força do terremoto do versículo 18, onde todas as ilhas, aqui não diz algumas, mas todas as ilhas desapareceram da superfície da terra.
Para complicar ainda mais a vida daqueles que se negam a adorar a Deus e reconhecer seus pecados suplicando misericórdia a Deus, um chuva de pedras caem sobre a terra, uma saraivada de pedras que pesam cerca de um talento,que equivale a aproximadamente 34 quilos.
QUEM SÃO OS 144.000?
A
ressurreição destes dois profetas foi produzida por toque de Deus. “Sua
ressurreição e ascensão produzira profunda impressão sobre os judeus. Dessa
maneira, as duas testemunhas realizarão seu propósito principal mediante a sua
morte, do mesmo modo que Jesus”. No versículo seguinte, as testemunhas são
convidadas por uma voz, quiçá a voz de Cristo: “...Subi Cá”! A ascensão de
Cristo foi realizada na presença de sues amigos. (cf. At 1.9). Assim aconteceu
também com Elias, o Tisbita (2Rs 2.11). Mas a ascensão destas duas testemunhas
ressurretas deu-se à vista de seus inimigos (11.12). O Dr. Hough, diz que “o
último capítulo sempre é escrito nos céus. Assim mediante a ressurreição das
duas testemunhas, elas serão “justificadas” aos olhos do mundo. O testemunho
delas será considerado, então, veraz, idôneo, verdadeiro e eficaz...”.
OS QUATRO
CAVALEIROS DO APOCALIPSE
O CAVALO BRANCO
Quando Jesus abre o primeiro selo, um dos seres
viventes anuncia a primeira séria de julgamentos que ocorrerão durante a Grande
Tribulação. (Apocalipse 6).
Cavalo branco (falsa paz). Esse
cavaleiro vem para conquistar o mundo, traz uma coroa na cabeça e em sua mão um
arco sem flechas. O fato de ele estar montado num cavalo branco, da mesma
maneira que Cristo no capítulo 19.11, demonstra que ele procura imitar o
verdadeiro Cristo para enganar as pessoas que estão na terra. Esse ser, sem
dúvidas, é o anticristo que, no início da tribulação, vem para conquistar o
mundo sem o uso de força, como fica evidenciado pelo arco sem flechas que ele
tem na mão. O anticristo dominará pelo uso do engano, da lisonja e da sedução
política, conseguirá explicar o arrebatamento com mentiras que já estão sendo
preparadas desde agora, e implantará uma falsa paz, iludindo os moradores da
terra de que os problemas sociais e políticos do mundo serão resolvidos por
ele. Usando de estratégias políticas e democráticas enganará a muitos.
QUEM SERÁ ESTE
CAVALEIRO?
Observemos cuidadosamente o contraste entre o
cavaleiro do capítulo 6 e o cavaleiro do capítulo 19 do mesmo livro:
(a) O primeiro cavaleiro é visto na terra; o
segundo é visto no céu;
(b) O primeiro tinha um arco na mão; o segundo
tinha uma espada na boca;
(c) O primeiro recebeu uma coroa; o segundo trazia
consigo muitos diademas;
(d) O primeiro é visto sozinho; o segundo é visto
acompanhado de um exército;
(e) O primeiro selo fala de um cavalo branco; o
capítulo: 19 de muitos cavalos brancos;
(f) O primeiro cavaleiro é anônimo; o segundo
cavaleiro tem quatro nomes: (aa) Fiel; (g) Verdadeiro; (cc) A Palavra de Deus;
(dd) O nome misterioso;
(h) O primeiro cavaleiro é visto logo no início da
Grande Tribulação; o segundo só no final da Grande Tribulação.
O
leitor deve observar que somente está em comum, a cor dos cavalos, no mais, tudo
é contraste.
Esse primeiro cavaleiro, será, como veremos, uma
das Bestas do capítulo 13 do livro de apocalipse. Muitos comentaristas acham
que a expressão: “...e par vencer”. Não pode ser aplicada ao Anticristo, e sim
à pessoa de Cristo; mas devemos ter em mente que a mesma expressão, é dita com
respeito a esse ditador universal (Dn 7.21; 8.10; 11.33 e Ap 13.7). De Cristo
está dito: “...que venceu” (5.5); deste porém: “...e para vencer” (6.2). Portanto,
nas duas visões, não é a mesma pessoa (6 e 19).
O CAVALO VERMELHO
O cavalo do texto em foco, é “vermelho”. O vermelho
é também símbolo de guerra. Esta cor, como veremos, no Apocalipse, tem quase
sempre sentido desfavorável; “um grande dragão vermelho” (Ap 12.3); “uma besta
de cor de escarlata”. (Ap 17.3); a grande meretriz ou “...a mulher estava
vestida de púrpura e de escarlata” (Ap 17.4a); as mercadorias da grande
Babilônia: “...de púrpura, e de escarlata” (Ap 18.12); a seguir, a grande
Babilônia está vestida de púrpura, de escarlata...”, etc. (Ap 18.16). As
guerras serão tremendas, seguidas pela vingança, peste, etc.
O cavaleiro em foco, nada disse. Apenas cavalgou, e
permitiu que a cor do seu cavalo o identificasse. Cavalo vermelho era o seu, e
foi-lhe concedido “...que tirasse a paz da terra” e levar os homens a se
matarem uns aos outros.
Levava uma grande espada que, com os outros mais
detalhes, nos leva a crer seja ele o símbolo da Guerra. Tudo isso e mais ainda,
terá lugar no tempo sombrio da Grande Tribulação, quando se ouvirá uma voz a
dizer “a paz é tirada da terra”. À guerra seguem a fome, a sede, pestilência,
morte, etc. Isso se dará em consequência, da rejeição do Príncipe da Paz (Is
9.6; Lc 19.42; 1Ts 5.3).
O CAVALO PRETO
Um cavalo preto. (fome).
A cor do cavalo tem um aspecto tristonho, sombrio, funesto e inanimado. Este
cavaleiro tem uma missão a cumprir: ditar a fome durante o período da Grande
Tribulação, como bem descreve o profeta Jeremias em suas Lamentações: “A nossa
pele se enegreceu como um forno, por causa do ardor da fome” (Lm 5.10). João
observa um detalhe importante na presente visão; “uma balança na mão” do
cavaleiro. Dois pontos focais devem ser aqui analisados:
(a) A balança; (b) Um
período de escassez.
Na simbologia profética,
a balança fala: (aa) de racionalização dos alimentos de primeira necessidade. A
incumbência do terceiro cavaleiro será impedir que a fome varra toda a
humanidade. Ele chamará a fome; mas ao mesmo tempo a controlará; (bb) fala
também do desequilíbrio que certamente haverá durante o reinado cruel da Besta.
Em período de escassez, os comestíveis precisam ser pesados com extremo rigor.
Em tempos de abundância, são distribuídos em grandes quantidades que não podem
ser pesados com “balanças de mão”. A figura espectral da fome levará na mão do
cavaleiro uma balança vazia.
O CAVALO AMARELO
“Um cavalo amarelo”. (A Morte e o Inferno). O
próprio autor sagrado nos dá a interpretação deste cavalo e seus cavaleiros: a
morte e o inferno. Morte e o Inferno são vistos aqui personificados, como em Jó
28.22; 1Co 15.26; Ap 20.14. É sempre Cristo quem abre os selos. Um dos horrores
da Grande Tribulação será a terrível trilha da morte. Guerra, fome,
perseguição, peste e terremoto acrescentarão o discipulado ao reino do rei dos
terrores (Jó 18.14).
“Os juízos anteriores são consolidados no presente
cavalo e seus cavaleiros respectivamente. (a) “...poder para matar a quarta
parte: com espada” (2º selo). Ap 6.4; (b) “...matar com a fome” (3º selo). Ap
6.5; (c) “...matar com peste”. (4º selo). Ap 6.8. A morte e o inferno, ou
hades, são os guardiões respectivos dos corpos e das almas dos homens, sem
Deus, entre a morte e a ressurreição (Lc 16.22-23; Ap 20.13). Aqui agora, a
morte vem ceifando os corpos; o inferno ceifando as almas.
Resumindo:
O CAVALO BRANCO: Falsa paz
O CAVALO VERMELHO: Guerra
O CAVALO PRETO: Fome
O CAVALO AMARELO: Morte
Apocalipse 7.4
“E ouvi o número
dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as
tribos dos filhos de Israel”.
“...cento e quarenta e quatro mil”. Na passagem de
Apocalipse 7.4-8 os judeus selados (diferentes da multidão gentia) são
numerados, e as tribos são cuidadosamente separadas. Em números precisos, há
144.000 judeus selados. Estes judeus são salvos no início da Grande Tribulação
e são selados a fim de passarem por ela. É o remanescente judaico preservado do
martírio. Existe sempre uma pergunta a respeito dos 144.000 por parte dos
estudantes da Bíblia: é a Igreja representada? Observando com atenção os textos
e contextos em foco, fica terminantemente esclarecido quem são os 144.000. O
Espírito de Deus diz que são “...de todas as tribos dos filhos de Israel”. Na
verdade a palavra “Israel” nunca é usada para a Igreja, a não ser em Gl 6.16;
mas há divergência sobre a exegese deste texto. Passagem também similar pode
ser vista em Gl 3.29: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão,
e herdeiros conforme a promessa”.
1. É evidente que, mesmo havendo estes textos que
colocam Abraão na condição de “pai de todos os que crêem” (cf. Rm 4.11); mesmo
assim, os cristãos não pertencem às doze tribos de Israel, ainda que alguns
eruditos os comparem com o “Israel de Deus” (Gl 6.16), porém, nessa passagem
isso não tem sentido. Os 144.000, pois, são, necessariamente israelita: estes
constituem o remanescente do povo terrestre de Deus – são eles, sem dúvida, os
pregadores do “Evangelho do Reino” durante a Grande Tribulação. Os 144.000 são
israelitas, e conseqüentemente, 12 mil de cada tribo. Não nos deixemos levar
por preconceitos contra os judeus, a pensar que os 144.000 não serão
israelitas. Lembremo-nos de que todos os profetas eram judeus. Jesus era judeu.
O escritor do Apocalipse era judeu. Todos os Apóstolos (com exceção de um?)
eram judeus. A própria salvação vem dos judeus (Jo 4.22).
APOCALIPSE 14.1
(Os 144.000 mil) continuação
“E OLHEI, e eis
que estava o cordeiro sobre o monte de Sião, e com ele centro e quarenta e
quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome dele e o de seu Pai”.
Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens.
(Apocalipse
14.1,4).
Novamente há aqui uma visão
sobre os 144.000 vistos no capítulo sétimo do livro de apocalipse. O presente
texto descreve um quadro do começo do Milênio. No capítulo 12.10, João ouve uma
grande voz (“no céu”); nesta secção, porém, ele ouve uma voz (“do céu”).
Evidentemente, ele não está no céu e, sim na terra. A visão trata-se, pois, de
uma antecipação: o Cordeiro, na sua segunda vinda ou “parousia”, reunindo o
grupo já mencionado no capítulo 7.4-8. São eles os 144.000 israelitas selados
em suas frontes, preservados vivos, durante a grande Tribulação, agora o Senhor
os reúne no monte de Sião. Neste versículo é descrita a natureza do selo: tinham em suas testas o nome do Cordeiro e
o de seu Pai.
“Estes são os que
não estão contaminados com mulheres; porque são virgens”. A sabedoria
divina divide este versículo em quatro partes distintas, como segue:
(a) Não estão
contaminados. É esta uma das razões que os faz “primícias” à
semelhança de Cristo as primícias dos que dormem (1Co 15.20). Isso não quer
dizer (segundo se depreende) que os 144.000 são somente homens (ainda que a
expressão “não se contaminaram com mulheres” tenha esse sentido), ou meninos
recém-nascidos como tem sido interpretado por alguns eruditos.
(b) São virgens. Devemos
compreender isto no sentido espiritual (Mt 25.1 e ss), em contraste com a
igreja apóstata (14.8), que espiritualmente era uma “prostituta” (17.1 e ss).
Significa que não foram desviados da fidelidade ao Senhor. Conservaram em si
mesmos seu amor virginal. 2Co 11.2; Ef 5.25-27; Ap 2.4.
AS DUAS TESTEMUNHAS
Quem são as duas
testemunhas?
Apocalipse 11.3 - “E darei poder às minhas duas testemunhas, e
profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco”.
Segundo conceito oriental, o número “dois”, na
simbologia profética trazia a ideia de fortaleza. Dois homens são mais fortes
que um, e, se surgir um terceiro, consolida a força (Ec 4.9-12). O número “2” é
a duplicação de “1” e representa força. No Antigo Testamento, duas testemunhas
eram necessárias para confirmar qualquer fato. Jesus enviava seus discípulos de
“dois em dois”, por razões óbvias. O número aparece no Apocalipse em referência
às “duas testemunhas” (11.1 e ss) e às duas “Bestas” (13.1 e ss). Nos dias
sombrios da Grande Tribulação, Deus levantará dois grandes personagens. Desse
modo, as duas testemunhas surgirão para demonstrar um testemunho de grande
poder.
Moisés ou Elias?
As
duas testemunhas serão, dois grandes vultos levantados por Deus no período da
grande tribulação para cumprir a vontade de Deus à risca do seu propósito, e
cumprirão a sua missão durante o tempo da Grande Tribulação. O próprio Deus, as
observa, protege e se utiliza delas.
O versículo 5 do capítulo 11 de apocalipse diz: “E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo
sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer
mal, importa que assim seja morto”.
No
Apocalipse o fogo sempre está em foco, pois este vocábulo ocorre 17 vezes. Este
versículo diz alguma coisa sobre a identidade das duas testemunhas. “Foi Elias
quem teve autoridade sobre essa substância da natureza, e Moisés de igual modo.
Moisés e Elias apareceram no monte da Transfiguração falando com Jesus (Mc
8.4). Mas não precisamos pensar que são eles os dois profetas retornado à
terra; dois profetas escatológicos personificarão
estes dois grandes profetas, assim como João Batista personificou Elias”. Mt
11.14; 17.10-13. Os dois grandes personagens têm as mesmas características
ministeriais de Moisés e Elias; mas
não serão Moisés e Elias, mais sim, terão seus ministérios, em razão de o
Espírito de Deus ser o mesmo (Nm 11.17, 25 2Rs 2.9, 15; 1Co 12.4).
Cremos
que naquela época (da Grande Tribulação) Deus levantará dois grandes profetas
dentre os pregadores do “Evangelho do Reino” (um judeu e um gentio), que cheios
de poder e autoridade de Deus, anunciarão a mensagem do juízo, com o mesmo
poder e operação de maravilhas como aqueles dois grandes homens de Deus, no
tempo em que estiveram na terra”. No Antigo Testamento, Moisés converteu as
águas em sangue (Êx 7.19) e Elias fechou o céu para que não chovesse (Tg 5.17);
ambos estiveram com Jesus no monte da Transfiguração (Mt 17.3); ambos tiveram
seus ministérios interrompido (Nm 20.12 e 1Rs 19.16).
Como
já tivemos ocasião de focalizarmos acima, os profetas escatológicos seguem
paralelamente Moisés e Elias em seus ministérios: Elias fez descer fogo do céu
diante dos profetas de Baal e os dois capitães (1Rs 18.38 e 2Rs 1.10, 12, 14);
Moisés fez também maravilhas com fogo, na terra do Egito. (Cf. Êx 9.23). Têm
poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; Elias
fez isso por três anos e meio na terra de Israel (1Rs 17.1, 14; Tg 5.17, 18). E
têm poder sobre as águas; lembra Moisés e Elias nas seguintes passagens: (Êx
7.19 e ss; 14.15 e ss; 15.23 e ss; 17.1 e ss; Nm 20.11 e ss; 2Rs 2.8 e ss).
Elias fez também chover (Tg 5.18). Têm poder para converter as águas em sangue
(v.6); lembra Moisés na terra do Egito (Êx 7.19-25). Ferir a terra com toda a
sorte de pragas; lembra Moisés ferindo o Egito com as 10 pragas enviadas àquela
nação (Êx 7.12). Moisés, mesmo sendo perseguido pela espada de Faraó, Deus o
conservou com vida até ao dia de sua partida para a eternidade; Elias, foi
também preservado por Deus da fúria de Jezabel; o mesmo acontecerá com os dois
personagens do Senhor, serão guardados em vida, durante 42 meses (1.260 dias);
depois devem morrer para que o seu testemunho tenha um maior valor (cf. Hb
9.17).
Apocalipse 11.7: “E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que
sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará”.
Finalmente a Besta matará as
duas testemunhas! Elas cairão onde caiu seu Senhor. Certamente
os espectadores, que evidentemente simpatizarão com o Anticristo (comparar com
Ap 16.12), incluirão tanto pagãos quanto judeus.
“E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se
alegrarão, e mandarão presentes uns outros; porquanto estes dois profetas
tinham atormentado os que habitam sobre a terra”. (Apocalipse
11.10).
Os dois personagens serão
reconhecidos publicamente durante o reinado cruel da Besta. Isso nos faz
lembrar de Moisés e Elias enquanto viveram aqui na terra. eles foram
reconhecidos como homens de grande poder diante de Faraó e Acabe. Porquanto
estes dois profetas tinham atormentados os que habitam sobre a terra.
“E depois daqueles
três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se
sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram”. (V. 11)

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