O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos. É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso. Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente completo. Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso, será agradável posteriormente. Que você goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre, rotineiro e superficial pregador.
Por: John Wesley e John Trembath
A ÉTICA
DO PREGADOR
“A
primeira impressão é a que fica”.
“Em
meio ao desenvolvimento da reunião, atravessa todo o corredor principal, aquele
que será o preletor do encontro. Toda atenção está voltada para ele, que
observado é dos pés a cabeça.” Seu comportamento, imagem e exemplo são
atributos influentes na transmissão da mensagem como um todo. Devemos
considerar que, quando existe uma indisposição do ouvinte para com o
mensageiro, maior será sua resistência ao conteúdo da mensagem. Não existe uma
forma correta de se apresentar. Esteja de acordo com local e ocasião. Para os
homens o uso do “terno e gravata” é adequado a quase todos os locais e
ocasiões. Como são os membros da igreja que visita? Quais são as
características da denominação? Qual é o horário de início e término do culto?
Em que bairro se localiza? É muito importante que o orador saiba como
comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua
exposição.
A
FISIONOMIA DO PREGADOR
A fisionomia é muito importe pois transmite
os nossos sentimentos, Vejamos :
Ø - Ficar em posição de nobre atitude.
Ø - Olhar para os ouvintes.
Ø - Não demonstrar rigidez e nervosismo.
Ø - Evitar exageros nos gestos.
Ø - Não demonstrar indisposição.
Ø - Evitar as leituras prolongadas.
Ø - Cabelos penteados melhora muito a
aparência.
Ø - O assentar também é muito importante.
DETALHES QUE DEVEM SER CORRIGIDOS
QUANDO SE ESTÁ NO PÚLPITO
Observe com
atenção estes aspectos errados que
devem ser considerados pelo pregador:
ë
Fazer
uma Segunda e auto apresentação;
ë
Manter
a mão no bolso ou na cintura o tempo todo;
ë
Molhar
o dedo na língua para virar as páginas da bíblia;
ë
Limpar
as narinas,
ë
Evitar coçar-se (Faça-o de modo discreto a
não chamar a atenção);
ë
Exibir
lenços sujos, e ficar arrumando o cabelo o tempo todo;
ë
Usar
roupas extravagantes;
ë
Apertar
a mão de todos. (basta um leve aceno)
ë
Fazer
gestos impróprios;
ë
Usar
esboços de outros pregadores, principalmente sem fonte;
ë
Contar
gracejos, anedotas ou usar vocabulário vulgar.
ë
Não
fazer a leitura do texto.
ë
Evitar
desculpas, você começa derrotado (não confundir com humildade);
ë
Chegar
atrasado;
ë
Não se deve gesticular demasiadamente o tempo
todo;
ë Não ficar de boca
aberta;
ë Os botões da roupa
devem estar todos abotoados (a não ser o blazer com botões no meio, que pode
ser usado aberto);
ë Não esfregar as
mãos na roupa;
ë Evitar repetições
o tempo todo de palavras tais como: “Né”, “Realmente”, “Hã”, “Aleluia”, etc;
ë Parar a mensagem
para se dirigir a alguém no auditório fora do aspecto da mensagem;
ë Evitar as
“gracinhas” no púlpito;
ë Não ficar o tempo
todo olhando pro chão;
ë Não olhar
fixamente para alguém no plenário;
ë
Não falar além do tempo normal (Geralmente 30
minutos, é um tempo ideal em uma reunião normal de 1 hora e meia de duração,
para se poder ficar a vontade para usar o restante do tempo com relação ao
apelo ou convite às pessoas para virem à frente, orar por elas e finalizar o
culto, porém, pode haver exceções com relação ao tempo – não se pode ser
taxativo quanto a este aspecto da homilética).
O PREGADOR NÃO PRECISA APARECER
Quando
convidado para pregar em outras igrejas, o pregador deve considerar as normas
doutrinárias, litúrgicas e teológicas da igreja em questão.
1
– Evite abordar questões teológicas muito complexas;
2 – Não peça que
a congregação faça algo que não esteja de acordo com os preceitos;
3
– Procure estar dentro dos padrões da denominação;
4
– Procure dar conotações evangelísticas a mensagem;
5
– Respeite o horário ( mesmo que seja pouco tempo );
6 –
Converse sempre com o Pastor antes do início do culto.
PROBLEMAS DO
PREGADOR (O QUE O LEVA AO FRACASSO)
O TEMOR DO HOMEM
Há dois grandes perigos que devemos evitar:
a) Agradarmos ao
povo: Por dizer somente aquelas coisas que vão agradar aos
ouvintes. Gl 1.10; Gl 2.11-14.
b) Agradarmos a nós mesmos: Pois aquele que assim faz não agrada a
si mesmo nem a Deus. Sansão, por exemplo, foi um homem desse tipo, e que bela
oportunidade ele perdeu. Jz 14.3, comparando com Rm 15.1. Cada pregador deveria
possuir a suprema ambição de “agradar a Deus”, e por assim fazer seguir as
pisadas de Enoque, que alcançou testemunho de que agradara a Deus, Hb 11.5; I
Ts 4.1; Cl 1.10. Ou melhor, seguirmos as pisadas Daquele que tanto agradara seu
Pai, I Pe 2.21; Mt 3.17.
O pior de tudo é que essas pessoas ainda têm
coragem de dizer que “não tem tempo”,
que “não foi chamado para isso”. A descrição de um preguiçoso feita por
Salomão deveria ser lida, anotada e entendida por todos. Pv 24.30-34.
AMBIÇÃO EGOÍSTA
Os negócios em si são perfeitamente
legítimos, mas não devemos permitir que eles tomem a supremacia, isto é, o
primeiro lugar em nossa vida. Willian Carey quando foi interrogado quanto ao
seu serviço, respondeu: ”meu serviço é pregar o evangelho e eu conserto
sapatos para pagar as despesas”. Podemos deduzir, então, que nosso
trabalho no cotidiano não deverá prejudicar o serviço do Senhor. Rm 12.11.
A DESCULPA
Muitas vezes a desculpa não poderá ser
justificada por diversos motivos.
a)
Não verificaram se possuem o dom.
Será que honestamente já nos examinamos
para vermos se possuímos ou não o dom de pregar?
b) Não reconheceram que um dom só pode ser desenvolvido pelo
estudo e pelo exercício.
c) Não estão completamente dominados pelo assunto.
VIDA MUNDANA
Esta é uma razão
muito comum para o embaraço de muitos crentes no desempenho do seu ministério.
Embora haja boa produtividade, o seu ministério será um fracasso e os bons
frutos serão produzidos devido à semente que ele semeou (o evangelho) e a terra
fértil (o coração do homem) onde foi lançada a semente.
QUALIDADES DO
PREGADOR
É muito importante que o pregador conquiste o público com a sua
mensagem, e as pessoas vibrem com a sua experiência e autoridade. Qual o motivo
do fracasso de certos pregadores em nossas igrejas? Por que pregam mensagens
tão cansativas e desinteressantes? Isto é algo simples de responder: Pregam ao
pé da letra que não devemos nos preocupar com o quê havemos de pregar, pois o
Espírito Santo será com a nossa boca, e ao chegarem ao púlpito entregam “qualquer
coisa”. O pregador tem que ter em mente que o público que se prontifica em
ir a igreja ouvir a mensagem de Deus, não merece ouvir coisa cansativa e
desinteressante. O pregador é o veículo chave do anúncio da Palavra de Deus,
portanto, para ser eficiente no ministério da Palavra, precisa estar envolvido
com os seguintes fatores:
Consagrado à
oração
O pregador precisa ter uma vida de oração
para que possa transmitir o recado divino inspiradamente. O sucesso da pregação
depende da intensidade da inspiração e das palavras do pregador. O fracasso de
uma mensagem pode, entre muitos motivos, ser atribuído a falta de uma vida de
oração por parte do pregador. Se tiver uma vida vazia de oração, sua mensagem
também será vazia de vida.
O requisito ORAÇÃO é o primeiro dos fatores
importantes que o pregador vai precisar para o êxito da sua mensagem. Aqueles
que desejam falar muito de Deus aos homens, devem falar muito dos homens a
Deus. Toda pregação deve ser santificada pela oração, tanto no seu preparo com
na sua apresentação.
Consagrado à
igreja
Jamais se deve dar oportunidade para usar da
palavra àqueles Irmãos que quase nunca vão a Igreja. Se tais irmãos se acham no
direito de não ir sempre à igreja, a igreja também tem o direito de não
permiti-los ter o privilégio de pregar no templo de Deus. O altar é santo e é
necessário que todos os que vão usar da Palavra estejam conscientes disto e
tenham grande amor pela Igreja de Deus. Para a segurança emocional do pregador
é necessário que ele esteja bem familiarizado com o tipo de ambiente que irá
ouvi-lo. Um pregador consagrado às atividades da igreja tem melhor condição
emocional e psicológica para estar diante do público sem transparecer medo,
nervosismo, insegurança, etc. Todo pregador consciente de sua função não ignora
este importante fator.
Consagrado à
palavra
O pregador da Palavra de Deus tem por
finalidade anunciar as verdades divinas, e somente o poderá fazê-lo se tiver
conhecimento destas verdades. Quanto maior o conhecimento bíblico, mais
autoridade terá ao falar das coisas dos céus. O conhecimento profundo da
Palavra de Deus é uma segurança indispensável para se construir um excelente
sermão. O pregador tem que ter em mente que o público precisa ficar encantado
com o conteúdo da mensagem da Bíblia, e para isto, nada melhor do que
exposições profundas das Escrituras. Temos que anunciar a Cristo como único
salvador do mundo, temos por obrigação de conhecer sua vida, o que fez, o que
ainda faz, o que ele quer, quais são suas promessas, e a sua relação com a vida
e a morte. A Bíblia tem multas promessas para o homem, e, conhecer tais fatos é
dever obrigatório de todo àquele que se dedica a falar do plano de Deus para a
salvação do pecador. Visto que a Bíblia é o assunto de toda sua pregação, é de
primeira importância que ele conheça o seu conteúdo como um todo. O pregador
deve estar pronto a dizer como Davi: ”Não
oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada” II Sm 24.24.
Deve ser regenerado
Não importa se uma pessoa seja inteligente,
moral, eloquente, atraente ou que tenha boa cultura, inclinações religiosas ou
educação teológica, ela será incapaz de discernir as verdades espirituais ou
experimentar a vida cristã até que tenha nascido de cima, I Co 2.14. Pedro
compara os falsos daquele tempo com “poços
sem água”, os quais se apresentam convidativos aos viajantes sedentos, mas
não proporcionam nada para matar a sede, II Pe 2.17. Deus proclama ao ímpio: “que
tens tu que recitar os meus estatutos e tomar o meu concerto na tua boca?”, Sl
50.16.
Deve amar ao senhor Jesus
O pregador não deve apenas ser motivado pelo
sentimento de dever e obrigação que o Novo Nascimento impõe ao crente, mas deve
também ser motivado pelo amor à Cristo, I Co 9.16-20; II Co 5.14,15.
Deve sentir amor pelas almas
Uma coisa é gostar de pregar e outra coisa é gostar de quem daqueles a quem se prega. Um verdadeiro servo de Cristo, se não
sentir um verdadeiro amor pelas almas perdidas, a quem ele prega o Evangelho da
graça de Deus, não pode ser discípulo. É uma agradável sensação mover um
auditório pela eloquência, mas isso se torna perigoso se não houver também amor
pelas almas, a pregação coloca o pregador numa posição de destaque, e a sede
por publicidade e aplausos dos homens têm causado a ruína de muitos. I Tm 3.6.
Deve ser capaz
para o trabalho
Consideremos esta capacidade sob quatro
aspectos:
a)
Ele deve ser
espiritualmente capaz.
O pregador não deve apenas ser
regenerado, mas deve possuir o dom. Este dom tem que ser “despertado” ou “desenvolvido”.
II Tm 1.6.
b) Ele deve ser fisicamente capaz.
Uma alma sadia num corpo sadio. III Jo 2. O
pregador deve, portanto, cuidar bem da maneira como alimenta seu corpo, de como
o veste, para onde o leva e da maneira como o exercita. O corpo do crente, como
tudo o que ele tem, pertence ao Senhor, I Co 6.19-20.
c) Ele deve ser
mentalmente capaz.
Deve ter a capacidade de raciocinar com
clareza, podendo chegar a uma conclusão exata do que ouve e/ou lê. I Tm 1.7. O
Cristianismo tem sido prejudicado por causa de pregadores que tomam uma
determinada verdade das Escrituras e levam-na ao extremo, excluindo todas as
outras Escrituras relacionadas com o assunto, as quais dariam uma compreensão
exata do mesmo. Tais pessoas são denominadas “fanáticas” e fanatismo procede de uma mente
desequilibrada que procura torcer a verdade por super ênfase. Diz-se que um
fanático é um especialista em assuntos
de mínima importância. Veja Tt 1.9-13; 2.1,2, 8. Linguagem sã provém de
meditação sã, daí a necessidade de que o pregador seja capaz de pensar séria e
claramente.
d) Ele deve ser
educacionalmente capaz.
“MALDITO AQUELE QUE FIZER A OBRA DO
SENHOR RELAXADEMENTE” Jr 48.10.
A teoria de que Deus não dá valor à educação
ou ao estudo, não pode ser reforçada pelas Escrituras. O Senhor pessoalmente
selecionou seus discípulos e os ensinou por três anos antes de os enviá-los a
pregar. Mc 3.14. O crente é exortado a “Apresentar-se
a Deus APROVADO, como obreiro que não tem de que se envergonhar.” II Tm
2.15. Temos que aprender a distinguir entre conhecimento e sabedoria; CONHECIMENTO consiste na acumulação
intelectual de fatos, é o que guardamos na memória; SABEDORIA é a capacidade de organizar e usar estes fatos
corretamente. Como alguém disse: “A
sabedoria só vem pela experiência e é conseguida por adaptar o conhecimento as
circunstancias da vida.”. O pregador deve procurar, por todos os meios ao
seu alcance, educar-se a si próprio para esta tarefa de pregar. Ele deve ler
muito, e assim aumentar seu vocábulo. Deve também escrever muito, e assim
desenvolverá sua capacidade de pensar logicamente e expressar os fatos do modo
claro e preciso. Deve pedir e aceitar de bom grado as críticas dos outros sobre
seu ministério, suas expressões, sua pronúncia, sua gramática e seus gestos. Pv
27.6. O sermão que tem sido preparado com oração e cuidado deve, agora, ser
apresentado aos ouvintes. Muito depende, não só do assunto contido, mas da
maneira como é apresentado. Muitos excelentes sermões não têm sido aproveitados
pelos ouvintes por serem mal apresentados; é ainda possível “o vaso ser
quebrado” nas mãos do oleiro.
DEVE CUIDAR DOS SEUS MODOS
Ele deve ser humilde, mas não servil;
1.
Deve ser fervoroso, todavia controlado;
2.
Deve ser simpático, mas fiel na sua
apresentação da mensagem;
3.
Deve desenvolver a sua imaginação, mas
cautelar - se no exagero;
4.
Deve ser de bom humor, mas não irreverente;
5.
Deve estar bem vestido, mas não ao ponto de demonstrar-se
vaidoso;
6.
Deve comportar-se como cavalheiro, mas não
imitar os outros.
O PREGADOR DEVE CUIDAR DE COMO FALA
Uma vez que a pregação é transmitida
mediante palavras, é necessário que
tais palavras apresentem a mensagem com clareza e poder. A linguagem é a
encarnação do pensamento.
1.
A linguagem usada deve ser simples;
2.
A linguagem deve ser gramaticalmente correta;
3.
A linguagem deve ser vigorosa;
4.
A linguagem deve ser corretamente
pronunciada.
O PREGADOR DEVE SABER USAR A VOZ
A voz humana é um instrumento usado
dado por Deus, através da qual a mensagem divina é transmitida por um
mensageiro de Deus, a fim de conseguir um resultado somente possível mediante
poder divino.
OS PODERES DA VOZ SÃO QUATRO:
Ø
COMPASSO ou extensão de
som;
Ø
VOLUME ou quantidade de
som;
Ø
PENETRAÇÃO que descreve a
distância onde pode ser ouvida;
Ø
MELODIA ou doçura de som.
A VOZ TAMBÉM TEM TRÊS REGISTROS
1. MÉDIO, é o que usamos
em conversa. Este é o tom a ser usado durante a pregação, pois a pregação é, de
fato, uma conversa demorada.
2. ALTO, é o que usamos
para demonstrar regozijo, triunfo, desafio e súplica;
3. BAIXO, é o que usamos
para exprimir solenidade, tristeza, reverência e medo.
OBS: Alguns
exemplos do mau uso da voz:
1.
O resmungador;
2.
O gritador;
3.
O cantarolador;
4.
O monótono;
5.
O que deixa a voz
sumir;
6.
O repetidor;
7.
O pigarreador.
O CONHECIMENTO
INTELECTUAL DO PREGADOR
“Quem lê mais tem sempre algo a falar a quem
lê menos”, diz um ditado popular. Na igreja encontramos pessoas de diversos
níveis de cultura. Algumas com uma grande
capacidade intelectual, outras com um conhecimento médio e outras com um nível intelectual pequeno. Portanto, eis a razão pela qual todo pregador tem que
estar à altura do nível intelectual daqueles que irão ouvi-lo. Todo pregador
precisa que seu público lhe dê crédito como orador, e, quando o pregador
demonstra ter uma excelente cultura, ele obtém o respeito de seus ouvintes, e
suas mensagens sempre serão interessantes. Nunca é demais possuir conhecimento
geral daquilo que vai pela ciência, história, filosofia, etc. Um sermão para
ser rico em conteúdo depende da intelectualidade do pregador. Um pregador culto
terá mais autoridade ao falar em público. Isto não deve ser privilégio somente
de alguns pastores, mas, de qualquer pregador interessado em melhorar a
qualidade de suas mensagens. Quanto maior o conhecimento do pregador, maior
será a bagagem para o Espírito Santo usar. A segurança intelectual do pregador
é evidenciada das seguintes fontes de conhecimento:
1. Conhecimento Bíblico
2. Conhecimento Histórico
3. Conhecimento Científico
4. Conhecimento Filosófico
5. Experiências Pessoais
CONHECIMENTO
BÍBLICO
Já vimos anteriormente a importância do
conhecimento bíblico quando estudamos a importância do pregador ser consagrado
a Palavra.
CONHECIMENTO HISTÓRICO
É importante que o pregador saiba em que data
foram escritos os livros bíblicos, e para quem eram destinados, situando-se
também nos panoramas históricos, social, econômico e religioso da época dos
seus autores. É muito importante que o pregador conheça o desenvolvimento da
história através dos séculos e a sua relação com o cristianismo. Mil e uma
ilustrações podem ser adquiridas com os fatos relacionados com a igreja e com
os grandes cristãos da antiguidade. A história está cheia de curiosidades que
poderão ser contadas pelo pregador. Com tais fatos, a mensagem cristã torna-se
mais rica em conteúdo, despertando o interesse e a admiração do público. Um
fato incontestável é que um público admirado com a pregação tende a ceder mais
facilmente aos apelos do pregador.
CONHECIMENTO
CIENTIFICO
Conhecer algo da ciência, comparando sempre
com as verdades bíblicas, é algo muito bom, pois muitas das vezes, as
descobertas científicas vêm sustentar aquilo que a Bíblia vem afirmando há
milênios. Expor algo da ciência também torna uma mensagem bem interessante e
atrai muito, a atenção do público. Muitas pessoas têm chegado a conversão
através das verdades da Bíblia confrontadas com a ciência. Um bom pregador não
ignora este fato.
CONHECIMENTO
FILOSÓFICO
O público vibra e considera interessante
quando o pregador sustenta uma verdade bíblica com uma citação de algum
importante Filósofo. Conhecer o pensamento dos muitos pensadores acerca da vida
e da morte; do bem e do mal, é algo fascinante. Muitas das vezes os absurdos e
as verdades da Filosofia ajudam a ilustrar de forma maravilhosa um sermão.
EXPERIÊNCIAS
PESSOAIS
A vida cristã é cheia de experiências
maravilhosas com Deus. Tais experiências ocorrem tanto conosco, como também com
algum outro irmão verdadeiramente servo de Deus. Assim, o testemunho destes
fatos faz com que sempre se tenha algo de edificante para uma boa mensagem.
O sentimento do público é ativado quando o
pregador expõe suas vivências pessoais ou de outrem. É multo importante tocar o
instinto emocional dos ouvintes.
Quando isto ocorre, a mensagem será sempre
lembrada. O pregador deve usar desta arma poderosa para as mensagens
principalmente evangelísticas. Entretanto, se a mensagem é doutrinária, e o
pregador tem algo de sua vida para ilustrar com relação à fé cristã, deverá
fazê-lo com toda a autoridade. Este recurso produz um maior número de
conversões ou de conserto de vida cristã ao final da mensagem.

